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Quo Vadis Caldas da Rainha

por Carlos Gaspar, em 23.09.18

180px-Leonor_de_Viseu_-_José_Malhoa.jpg

 

Caldas da Rainha, terra de termas, de loiça, de doces e principalmente terra de águas mornas. Foi durante (+/-) 500 QUINHENTOS anos uma das mais importantes localidades deste país, e hoje definha a olhos vistos. A falta de limpeza, de educação cívica, de cidadania e de respeito, são notoriamente alguns dos mais graves problemas que nos afetam hoje em dia. Querem-nos fazer acreditar exactamente no contrário, no entanto, e comprovadamente, continuamos a ser confrontados, diariamente, com o agravamento constante dos diversos problemas existentes. Temos uma cidade suja, desordenada, cada vez menos verde, e que não tem nenhum local onde possamos conviver  a partir das 19H00, nomeadamente cafés ou esplanadas, exceptuando o Maratona, a esplanada do parque e a do ccc. Não posso acabar este meu desabafo, sem antes, e publicamente, endereçar os meus agradecimentos a quem gere os estabelecimentos referidos acima. Para todos eles muito obrigado.

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publicado às 16:09


Caldas Sport Clube - Clube Desportivo das Aves

por Carlos Gaspar, em 14.04.18

Caldas.jpg

Desabafo ...

A propósito do jogo da próxima quarta-feira, em que o Caldas Sport Clube disputará um lugar que o levaria a fazer história, não po

sso deixar de tecer alguns comentários sobre algumas situações que me deixam deveras intrigado.

- Se o Caldas Sport Clube já fez em Outubro de 2017 a bonita idade de 101 (cento e um anos), para além de já ter estado durante 4 épocas na 1ª divisão nacional (1955 a 1959), porque razão é que só agora a actual edilidade demonstra o seu apoio?

 

- Se os sócios do Clube tinham direito a 4 bilhetes, 1 de sócio (€10) e 3 de não sócio (€15), e houve muitos que os adquiriram, porque razão alguns deles os querem vender no "mercado negro" a valores entre os €35 e os €60?

- Se o Clube Desportivo das Aves, e de acordo com um comunicado na sua página, vende os bilhetes a preços modestos (Os bilhetes para o jogo vão estar disponíveis na secretaria do clube a partir das 10h00 de quarta-feira e têm o custo de 05,00€ para sócios e 10,00€ para não-sócios.), porque não fez o Caldas Sport Clube o mesmo?

Alguém acha que isto é dignificar o clube e a cidade? Para mim não é; bem pelo contrário!

RESPEITEM QUEM TANTAS ALEGRIAS NOS TEM DADO AO LONGO DA SUA VIDA

 VIVA O  CALDAS SPORT CLUBE!

 

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publicado às 18:32


A falta de vergonha

por Carlos Gaspar, em 28.09.17

180px-Leonor_de_Viseu_-_José_Malhoa.jpg

Como é que é possível, que uma força política que  está no poder neste Concelho há 38 (TRINTA E OITO) anos, 35 (TRINTA E CINCO) dos quais ininterruptamente, se sinta no direito de nos tentar enganar "descaradamente", ao apresentar-se a estas eleições como o "arauto" de que está "no rumo certo"?

101 (CENTO E UMA) medidas para 4 anos, algumas das quais para irem de encontro ao que criaram ao longo dos anos? Como será isso exequível num prazo tão curto? E como será possível se a Autarquia tem pouca verba?

Para se perceber a dimensão da "falta de vergonha", eis algumas medidas propostas:

- ... defesa intransigente do nosso Hospital e exigir a sua permanência em Caldas da Rainha. (Alguma vez esta possibilidade de deslocalização esteve em causa?)

- Requalificação e electrificação da "Linha do Oeste".

- ... obras de requalificação do "Hospital Termal" para proceder à sua abertura.

- Continuação da melhoria das condições físicas das principais ruas e praças, reconvertendo e requalificando os espaços.

- Dotar o Mercado do Peixe de novas valências. ???

- Início da infraestruturação das áreas/pólos industriais de Santa Catarina, Vidais, São Gregório, Imaginário-Caldas da Rainha.

- Salir do Porto com espelho de água. ???

- Exigir a reparação da Barragem de Alvorninha e promover o seu aproveitamento turístico. ???

- Construção do Canil Municipal. (Há quantos anos foi prometido?)

- Ampliar a rede clicável. ???

- Apresentação da Candidatura a Cidade Criativa da Unesco. (Com que fundamentação?)

- Integração da Rede Nacional e da Rede Europeia das Cidades Cerâmicas, com sede nas Caldas da Rainha.

- Piso sintético no Campo, no Coto e no FCC. ???

- Loja Social Jovem.

- Promoção e divulgação de produtos locais (pão de ló, codornizes, cavacas, beijinhos, trouxas, etc).

- Requalificação, manutenção, reparação e limpeza das ruas, linhas de água, estradas, caminhos, passeios, valetas, aquedutos.

- Desmaterialização dos processos e informações. ???

Como diz a canção da telenovela:

"TU NÃO TENS UM PINGO DE VERGONHA"

 

 

 

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publicado às 12:17


Para chorar ...

por Carlos Gaspar, em 27.06.16

Orçamento Geral do Estado 2016

 

"Vencimentos de Cargos Políticos para os Municípios com 40.000 ou mais eleitores (Caldas da Rainha) e para as Juntas de Freguesia com mais de 10.000 e menos de 20.000 eleitores  (Juntas de Freguesia da Cidade)"

 

Cargo

Vencimento

Abono

Senha de

Valor

Valor

Mensal

Mensal

Presença

Mensal

Anual

14 (X)

12 (X)

Por Reunião

 

 

Presidente de Câmara

3.815,17 €

1.144,55 €

 

4.959,72 €

67.146,98 €

Vereador a tempo inteiro

3.052,13 €

610,43 €

 

3.662,56 €

50.054,98 €

Vereador a meio tempo

1.526,07 €

305,21 €

 

1.831,28 €

25.027,50 €

Vereador não permanente

 

 

73,00 €

 

 

Presidente da Assembleia Municipal

 

 

114,45 €

 

 

Secretário da Assembleia Municipal

 

 

95,38 €

 

 

Membro da Assembleia Municipal

 

 

73,30 €

 

 

Presidente da Junta a tempo inteiro

1.678,67 €

 

 

1.678,67 €

23.501,38 €

Presidente da Junta a meio tempo

839,34 €

 

 

839,34 €

11.750,76 €

Presidente não permanente

 

305,21 €

 

305,21 €

3.662,52 €

Tesoureiro (Não permanência)

 

244,17 €

 

244,17 €

2.930,04 €

Secretário (Não permanência)

 

244,17 €

 

244,17 €

2.930,04 €

Vogal (não tesoureiro ou secretário)

 

 

21,36 €

 

 

Membro da Assembleia de Freguesia

 

 

15,26 €

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Certamente que por causa dos valores dos vencimentos e subsídios a atribuir aos eleitos no concelho de Caldas da Rainha,  é que se luta dentro dos partidos! Pelos vistos, o tacho é MUITO tentador. Principalmente para quem nunca teria capacidades profissionais, para vir a auferir um ordenado destes!

 

 

 

 

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publicado às 20:05


Assembleia Municpal - 19 de Junho de 2016

por Carlos Gaspar, em 25.06.16

A falta de educação

Uma vez que tinha interesse na discussão e votação de 2 ou 3 pontos da ordem de trabalhos, desloquei-me, acompanhado pelo meu neto, à referida assembleia. Mal sabia eu o que ia encontrar. Uma "multidão" de pessoas ligadas ao Colégio Rainha D. Leonor que, deduzi eu, ali estavam por se ir discutir algo relacionado com o ensino privado.  E, na realidade, acertei em cheio. Tais pessoas estavam presentes porque se iria discutir o futuro do ensino no concelho. No entanto, e para que fosse garantida essa discussão naquela assembleia, foi apresentada pelo CDS uma proposta para que houvesse essa garantia. Proposta essa que foi recusada, tendo o referido assunto, por votação maioritária, baixado à segunda comissão. Entrou-se então no período de 30m destinado às intervenções do público, intervenções essas que me merecem apenas uma chamada de atenção, e que se refere apenas aos tempos de intervenção dos oradores. Enquanto três deles usaram escrupulosamente o tempo a que tinham direito (30:4=7,5m), o último, o cidadão Fernando Costa, que de acordo com  palavras suas, para além de caldense e autarca, também é administrador de uma empresa de reciclagem, falou por mais de 20m. Porque terá sido? Solidariedade autarca ou qualquer outra coisa que me "escapou"?

E chegamos ao ponto que me levou a escrever estas palavras: a falta de educação demonstrada por uma série de "gentinha pequenininha", que devia "beber o chá" que não bebeu em criança.

-  A Assembleia estava marcada para as 21H00 e começou às 21H30;

- A entrada e a presença de alguns participantes na assembleia foi uma "rebaldaria".  Falavam alto, faziam barulho, davam beijinhos e cumprimentos, atendiam o telemóvel e iam falar para fora da sala, enfim, uma falta de respeito;

- Os "colegiais" pareciam estar numa feira quando começaram a "debandar" da assembleia, desrespeitando tudo e todos, incluindo o membro que estava no uso da palavra.

Uma vez que me parece, que estas pessoas que nós elegemos, para além de não se respeitarem mutuamente não respeitam minimamente o cidadão que os elegeu, aqui deixo duas propostas que irei fazer uma próxima Assembleia Municipal:

  1. Que as sessões passem a ser transmitidas em directo, via internet, para que todos os cidadãos as possam seguir;
  2. Que o Presidente da mesa, a partir da próxima reunião, adopte este como um instrumento de trabalho;

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publicado às 18:34


É proibido estacionar

por Carlos Gaspar, em 01.12.15

12195957_10204997936097623_328160245582398886_n_phTêm toda a razão todos quantos dizem que, para "obrigar" os automobilistas a recorrerem aos estacionamentos pagos, foram "distribuídos a esmo" sinais de "não autorização" de estacionar.

Efectivamente, esta é uma realidade que pudémos constatar. Apenas no eixo existente entre as Avenidas da Independência Nacional e 1º de Maio, Praça 25 de Abril, Hemiciclo João Paulo II e as Ruas da Fonte do Pinheiro, Raúl Proença, Eng. Duarte Pacheco e António Sérgio, existem "apenas" 52 (CINQUENTA E DOIS) lugares destinados a:
Cargas e Descargas - 27 (VINTE E SETE)
Carregamento de Carros Eléctricos - 6 (SEIS)
Deficientes - 11 (ONZE)
Motas - 2 (DOIS)
Paróquia - 2 (DOIS)
Serviços Prisionais - 4 (QUATRO)
"Esta é a minha cidade"

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publicado às 20:19


Profissão de Risco

por Carlos Gaspar, em 01.09.15

Jorge Sousa.jpgNo passado dia 15 de Maio de 2015, o agente Jorge Sousa no cumprimento da sua missão, fazia serviço junto da comitiva governamental que, nesse dia, se tinha deslocado à cidade. Em determinada altura e, quando se encontrava junto de um dos veículos da referida comitiva, foi atingido na perna esquerda pela porta desse mesmo veículo. Incompetência, arrogância e falta de educação foi o que demonstrou o indivíduo que fez isto. Ainda por cima membro da PSP deslocado para a segurança dos governantes e, que, nem se dignou pedir desculpas a um camarada de armas. Arrogância e falta de educação, foi o que este indivíduo demonstrou.

Uma coisa é certa, o Jorge Sousa ficou seriamente magoado no joelho, de tal modo que, após consulta médica, lhe foi dito que teria de se submeter a uma cirurgia para debelar o seu problema. O problema surgiu no entanto quando, para avançarem com a referida cirurgia, teriam que esperar por ordens superiores. Quanto tempo demorou,  não sei. O que posso questionar é que, já passaram três meses e meio, e nunca mais vi o Agente Jorge Sousa. Já terá sido operado? Voltará em breve? Esperemos bem que sim!

 

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publicado às 17:35


Assembleia Municipal de 15 de Julho de 2014

por Carlos Gaspar, em 20.07.14

Realizou-se ontem na Câmara Municipal, uma das, pensava eu, mais importantes Assembleias Municipais destes últimos tempos. Puro engano. Mas foi engraçado assistir, às diversas situações que foram acontecendo ao longo  da reunião. Pensava eu, pela longa experiência adquirida ao longo da vida, que esta seria uma reunião importante, já que nela se iam discutir os problemas do Hospital Termal e do seu acervo. Mas não. 

- Apresentou-se uma ordem de trabalhos com 21 pontos para discussão;

- O ponto 1 não foi cumprido, uma vez que o artigo 17 diz: "Na abertura da sessão ou reunião proceder-se-á apreciação, discussão e votação da acta da reunião anterior ..." e nada disto foi feito;

- O ponto 2 prolongou-se indefinidamente sem que nada o justificasse;

A partir daqui fiquei completamente baralhado. Aprovou-se um protocolo de cedência de utilização e exploração das piscinas municipais aos Pimpões. Aprovou-se um empréstimo bancário e finalmente começaram a falar do assunto principal. Pelo que me apercebi, o "pandan" já está todo combinado. Hospital explorado pela Câmara e por uma IPSS; pavilhões do parque, se não se conseguir autorização para serem um hotel de 5 estrelas, só com paredes e janelas, cintadas para não caírem e o edifício da casa da cultura que está no estado em que está, devido à intervenção "dum grande vulto" da cultura caldense de seu nome Carlos Mota, será para fazer um spa.

Podem crer que afinal não foi só a Conceição Camacho, mas também o Tinta Ferreira, o Luís Ribeiro e, o papagaio mais  brilhante que esta assembleia tem, de seu nome António Cipriano, que foram tirar um curso à Terra do Nunca, tais foram as alarvidades que  disseram. Duas notas finais. Ficámos a saber que continua o desrespeito e a falta de educação dalguns membros bem como também ficámos a saber que o Presidente da Assembleia, verdadeiro especialista em questões termais, já visitou 15 ou dezasseis termas, quer em Portugal quer no estrangeiro. E uma frase que demonstra o seu profundo conhecimento nesta matéria, foi quando apontou cono exemplo as termas de Ourense, dizendo: "já imaginaram como ficaria bem instalada no largo da copa, uma piscina termal para o público?"

Aqui vos deixo algumas fotos de Ourense, para melhor entenderem o que acabo de afirmar.

 

 

 

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publicado às 19:25


E QUE VIVA A CAIPIRINHA

por Carlos Gaspar, em 06.07.14

Portugal apresenta case em Encontro da Hotelaria Mineira

Apresentação sobre Turismo de bem-estar chamou a atenção do trade local

 

A Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA) comemora os resultados do 9º Encontro da Hotelaria Mineira, realizado nos dias 9 e 10 em Poços de Caldas, que reuniu autoridades, empresários, profissionais e fornecedores e discutiu, entre outros temas, o reposicionamento do turismo de bem-estar no estado, tendo como exemplo Caldas da Rainha, estância termal em Portugal.

 

A médica Maria da Conceição Feliciano Camacho Alves, diretora do Centro Termal de Caldas da Rainha, apresentou aos empresários brasileiros a palestra ‘Termalismo de bem estar, saúde e lazer’, em que compartilhou pontos relevantes da sua expertise à frente de uma das referências europeias no segmento turismo de bem-estar. Maria da Conceição falou sobre os efeitos curativos das águas termais e sobre o novo conceito de turismo de bem-estar, que proporciona uma variedade de tratamentos térmicos e minerais, massagens relaxantes, fisioterapia, tratamentos de pele, ioga, entre outras terapias, como forma de melhorar a saúde e diminuir o estresse.

 

Segunda a diretora, desde que o Centro Termal de Caldas da Rainha, primeira estância termal construída no mundo (1485), adotou a nova cultura de bem-estar, 30% do número de visitantes já é de pessoas que buscam relaxamento e lazer. “Estamos conquistando um outro público, mais jovem e com mais dinheiro para gastar, que procura além do tratamento termal outros tipos de terapias. E isso está refletindo em muitos outros negócios em Caldas da Rainha, hotelaria, bares e restaurantes e comércio em geral. Está sendo muito bom para o turismo e a economia da cidade’, explica a médica.

 

Este é o caminho que os empresários do turismo de Minas Gerias estão buscando para as estâncias termais e hidrominerais do estado. Está prevista para junho a abertura aos visitantes da tradicional Termas Antonio Carlos, inaugurada na década de 1930 e totalmente restaurada no novo formato de bem-estar, que não se restringe às águas termais. Além das 90 cabines de banho termal, o balneário passará a ter massagens, fisioterapia e tratamentos de pele, entre outros.

 

Para o presidente da FBHA, Alexandre Sampaio, o tema é muito oportuno, uma vez que Minas Gerais tem significativa vocação turística para esse segmento, que no Brasil cresce 10% ao ano. “Caldas da Rainha é um case que inspira o setor de turismo mineiro a se reestruturar para atrair outros perfis de públicos e fomentar o crescimento da hotelaria. É importante que o Ministério do Turismo e as administrações locais estabeleçam estratégias para o desenvolvimento do turismo de bem-estar, não apenas para Minas Gerais, mas também para todas as outras estâncias termais e hidrominerais do País”, afirma.

 

O Encontro também contou com oficinas práticas e palestras sobre hospitalidade, cluster turístico e desafios da governança, entre outros temas que provocaram discussões sobre perspectivas e os principais desafios para o setor de hospedagem. Durante o evento, a FBHA promoveu o Festival Gastronômico Hotel Gourmet, que reuniu admiradores da gastronomia em torno de receitas especiais preparadas por chefs dos mais renomados hotéis mineiros.

 

O 9º Encontro da Hotelaria Mineira foi realizado pela FBHA em parceria com o Sindicato de Hotéis, Restaurantes e Bares de Poços de Caldas e com o apoio do Sistema Fecomércio, Sesc e Senac e da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Ainda em 2014, a FBHA realizará mais uma edição do Encontro da Hotelaria Mineira, desta vez em Ouro Preto, no segundo semestre de 2014.

 

Com os devidos pedidos de desculpa ao autor, não podia deixar de aqui questionar algumas MENTIRAS apresentadas (estarão de cor diferente no texto), e que espero venham rapidamente a ser corrigidas por quem de direito.

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publicado às 19:18

Exploração das águas minerais e gestão do património termal  

Câmara das Caldas aprova propostas e sugere alterações não vinculativas ao Estado

 

A Câmara das Caldas analisou os contratos para exploração da água termal e gestão do Parque e da Mata e em reunião extraordinária na passada sexta-feira decidiu aprová-los, remetendo-os ao Estado com algumas sugestões de alterações que gostaria de ver implementadas mas que, caso não sejam, não condicionam a decisão tomada com os votos favoráveis do PSD e CDS e a abstenção do PS, isto é, os autarcas aceitam os protocolos, pedindo que sejam consideradas as propostas acessórias. O contrato enviado pela Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) para atribuição de direitos de exploração da água mineral natural das Caldas da Rainha refere que a concessão é por um período inicial de 50 anos. Este período será prorrogado, por despacho ministerial, por prazo não superior a 20 anos, desde que a concessionária tenha cumprido as obrigações legais e contratuais e requeira nesse sentido seis meses antes, acompanhado de um relatório descrevendo a situação do aquífero e captações utilizadas e o programa geral de trabalhos que se propõe realizar no período de prorrogação, podendo ser requerida nova prorrogação que não exceda 20 anos.  

 

02-07-2014 | Francisco Gomes 

 

A autarquia defende a comparticipação do Estado em alguns tratamentos termais

A Câmara obriga-se a instalar um sistema de monitorização de todas as captações e a fazer chegar à DGEG os dados, a elaborar um projecto de construção de um estabelecimento termal, no prazo de 48 meses, a propor à DGEG um projecto de preservação e eventual classificação do antigo balneário termal, de forma a preservar o edifício, bem como as antigas nascentes termais que se localizam nas caves do edifício, no prazo de 48 meses. A autarquia compromete-se também a elaborar um estudo de viabilidade de aproveitamento do recurso como geotérmico e propor a sua respectiva qualificação no prazo de 24 meses. Deve também apresentar as análises físico-químicas e bacteriológicas da água. Para além dos encargos tributários legais, o Município terá como encargo de exploração a obrigação de pagar à DGEG uma compensação anual calculada com base na água mineral natural extraída de captações autorizadas e cujo valor seguirá uma fórmula baseada na taxa em 0,20 euros por metro cúbico de água extraída, volume anual extraído, coeficiente de aproveitamento do volume extraído em cada captação fixado em 70%. O pagamento do encargo de exploração será efectuado em duas prestações. Nesta matéria, a Câmara propôs agora que seja 0,10 euros por metro cúbico de água. Decorridos cinco anos contados da data de assinatura do contrato de concessão e, subsequentemente, no fim de cada período de cinco anos, proceder-se-á à revisão e actualização do encargo de exploração. O contrato caduca por esgotamento ou contaminação irreversível da água mineral natural. Quanto à cedência do património sob administração do Centro Hospitalar do Oeste (CHO), no que respeita ao Parque D. Carlos I, inclui todos os imóveis, com excepção da área ocupada pelo Museu José Malhoa, e, tal como no que diz respeito à Mata Rainha D. Leonor, o objectivo é “a recuperação, salvaguarda e valorização, para fruição pública”. Os imóveis são cedidos por um período de 50 anos, prorrogáveis. A Câmara pretende que sejam 70 anos. A título de compensação financeira, a Câmara obriga-se a realizar o investimento inicial no montante de 9,6 milhões, acrescido de IVA, e ao pagamento de uma renda anual (do 25º ano, contado a partir do período de carência, ao 29º ano, 100 mil euros/ano), do 30º ano ao 34º ano, 120 mil euros/ano), do 35º ao 39º, 150 mil euros/ano, do 40º ao 49º, 170 mil euros/ano, e no 50º ano, 200 mil euros. A compensação poderá ser revista, caso a Câmara venha a efectuar novos investimentos nos imóveis. A autarquia pode ceder o uso dos imóveis a terceiros, mediante prévia autorização da Direcção-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF), sendo que, caso tais cedências sejam geradoras de benefícios económicos directos, deve ser entregue à DGTF o montante correspondente a 25% daqueles benefícios, após dedução do valor pago a título de renda anual. Considerando que o CHO “vai deixar de prosseguir no Hospital Termal e respectivo balneário quaisquer actividades de natureza hospitalar ou na área da saúde, não se justificando, assim, a permanência daquela afectação” e porque o Município “demonstrou interesse na cedência de utilização”, será também assinado o auto de cedência e de aceitação, tendo em vista “a sua recuperação, salvaguarda e valorização, destinando este imóvel ao desenvolvimento de actividades turísticas e culturais, a par da sua fruição pública”. O imóvel é cedido por 50 anos, prorrogável. A Câmara terá de realizar o investimento inicial de 2,567 milhões de euros, acrescido de IVA, e ao pagamento de uma renda anual nos seguintes termos: do 25º ano, contado a partir do período de carência, ao 29º ano, 120 mil euros/ano), do 30º ano ao 39º ano, 150 mil euros/ano), do 40º ao 49º, 180 mil euros/ano, e no 50º ano, 200 mil euros. A Câmara pretende que o pagamento seja repartido por 45 anos, em vez de 25 anos, já que pede também o alargamento da exploração de 50 para 70 anos. A autarquia pode ceder o uso dos imóveis a terceiros nas mesmas condições aplicadas à cedência do Parque e da Mata. Segundo a aprovação da Câmara, pretende-se que a gestão do património cedido seja efectuada por uma entidade de cariz municipal ou uma instituição particular de solidariedade social e que algumas valências do CHO possam continuar a existir – como por exemplo reumatologia e medicina física e reabilitação - com comparticipações do Serviço Nacional de Saúde para os tratamentos. A Câmara compromete-se a lutar nesse sentido, mas não é condição para fazer cair o protocolo, que vai ainda à reunião da Assembleia Municipal para ser ratificado.

Francisco Gomes

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publicado às 15:07


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